Melodia, 13/01/2010
Pr Daniel Adriano
Igreja e Sociedade
Por conta de um pensamento extremamente verticalizado introjetado na igreja, muitas vezes encotramos dificuldades em tratar de assuntos como: ação social e politica. Na maioria dos casos as pessoas dizem que ação social é coisa que deve ser tratado pelo estado ( não está de todo errado ) e politica é coisa do diabo.
Infelismente há lideranças evangelicas que proibem os membros da igreja de exercerem o direito de votar, ainda há tambem outro extremo, ou seja, o chamado voto de cabresto, onde o membro é "obrigado a votar no candidato da liderança.
No campo da ação social tambem como dissemos há dificuldades, há os que afirmam ser a igreja um ajuntamento de adoradores, e que esta deve ser sua unica preocupação, dizem que obras é coisa de kardecistas ou de católicos que as praticam para serem salvos.
É tambem verdade que houve na história recente da igreja na América Latina um movimento teológico conhecido como teologia da librtação, que teve como "pai" o teólogo peruano Gustavo Gutierrez. Os teólogos da librtação usaram como texto base e de partida a librtação do povo hebreu das mãos dos egipcios. Entendemos que de certa forma a teologia da libertação foi util para chamar nossa atenção para esse lado esquecido pela igreja, ou seja, o engajamento social e politico, pois como um orgão inserido na polis ( ajuntamento social, cidades ) temos um compromisso fora das quatro paredes.
O problema é que os teólogos da librtação usaram como ferramenta de trabalho a metodologia marxista de interpretação e leitura da sociedade. Havia uma certa tendencia em transformar a igreja numa especie de sindicato, fazendo da reforma agraria e outros movimentos sociais um tipo de messias, meio que dizendo: quer salvar o pobre, de a ele terra para trabalhar e moradia. Questionamos se a metodologia marxista é de fato a melhor para se iterpretar textos biblicos, com a finalidade de aplica-lo no campo social. Não devemos nos esquecer que foi Marx quem disse: "A religião é o ópio da sociedade".
Entendemos que deve haver um equilibrio entre os dois posicionamentos. Há uma palavra que reflete bem o que queremos dizer que é "ortopraxis", traduzida quer dizer: ortodoxia pósta em pratica, culto que se externa, que se horizontaliza.
A igreja existe para adorar a Deus, ela é a assembléia dos chamados para fóra, para glorificar o seu Senhor, mas esta adoração e glorificação não pode ficar presa entre quatro paredes,ela precisa se externar, se transformar em atos de caridade e misericordia, lemos em Tg. 2.14-17que a fé que se fecha entre quatro paredes é morta, não tem nenhum valor.
A igreja deve alçar a sua voz em louvor e adoração a Deus, sem se esquecer de alça-la tambem em favor dos excluidos, e contra toda opressão, de maneira isenta, sem pragmatismo, sem ver seres humanos como numeros. Devemos tomar como uma de nossas bandeiras o pensamento de Martin Luther king, que disse: " Nossa luta não é por vitória, nossa luta é por justiça".
Que Deus nos ajude como igreja a sermos adoradores que O adore em espirito e verdade, mas que tambem essas mãos que se levantam em adoração,sejam as mesmas que se estendam ao que necessita, independente de sua religião.