Sexta, 10 de Setembro de 2010
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Melodia, 19/10/2009

Pr Stênio de Araújo

A Nova Juventude Cristã: a Geração Musical

Pr Stênio de Araújo

Nossos jovens cristãos estão passando por um momento delicado, eles, na prática conhecem muito mais música gospel que doutrina cristã, o que é lamentável pois eles podem ser bons de música mas pouco sabem sobre o que é louvar a Deus. Esta ênfase musical faz com que o jovem pense que está agradando a Deus, mas como alguém poderia louvá-lo se o conhece tão pouco? As Escrituras são o meio seguro e correto para o conhecimento de Deus.
Há um reducionismo no que tange a compreensão do que é louvar a Deus justamente porque os jovens não conhecem as Escrituras, este reducionismo os denuncia, na cabeça de um jovem cristão louvar a Deus esta associado quase sempre a cantar músicas e tocar um instrumento. A adoração nas escrituras está também associada a oração, a prática da solidariedade, a manutenção dos nossos relacionamentos, o bom convívio familiar e sobretudo o andar em santidade de vida.
A nova geração trocou as Escrituras pela partitura, os instrumentos hermenêuticos pelos musicais, a diversidade do conhecimento bíblico pela diversidade musical, Escola Bíblica Dominical pelo Estúdio e pela MP3.
Jesus diria a esta geração: “Jovens errais não conhecendo as Escrituras e trocando minhas Palavras por notas musicais.”
Por falta de anteparo bíblico os músicos produzem cânticos com letras ruins e muitas vezes com mensagens sem fundamentação doutrinária, na maioria das vezes são músicas rasas que refletem a superficialidade da vida cristã dessa nova geração.
Eu desconfio que a nova geração de cristãos não esta interessada naquilo que se canta, pouco importa os ensinamentos e os valores que estão sendo transmitidos, eles querem apenas o feeling, o sentimento bom que a música produz. É como ouvir uma música em inglês, pouco importa a letra, mesmo porque quem não conhece esta língua estrangeira vai ficar curtindo apenas a melodia sem entender nada. Se esta desconfiança é real então a situação está bem pior do que pensamos. Temos uma geração que canta sem pensar e não sabe discernir a mão direita da esquerda no que tange a musicalidade.
Os valores musicais estão tão invertidos que algumas músicas antigas e atuais não evangélicas são mais evangélicas e equilibradas do que a música gospel. Ouvi novamente uma música cantada por Roberto Carlos cujo nome é O homem, ao ouvi-la novamente fiquei extasiado, eu me curvei na presença sem palavras tal era a beleza da letra e música. Ora se um homem incrédulo é capaz de com pouco conhecimento bíblico fazer de forma artesanal uma música como esta, o que seria de nossas músicas se os jovens cristãos conhecessem as Escrituras?
A música cristã para mim deve ter as qualidades apresentadas nas Escrituras, ela deve refletir a Palavra e ser um retrato dela. Encontramos na bíblia doutrina, as músicas deveriam ser doutrinárias. Encontramos na bíblia poesia, nossas letras deveriam ser poéticas. As Escrituras são um livro Cristocêntrico, a música evangélica deveria ser da mesma forma. A Bíblia tem um tema central que é a salvação, o calvário e o sangue de Cristo, a maioria das músicas deveriam paralelamente e repetidamente destacar a salvação pela fé. Setenta por centro da Bíblia é história, nossa músicas deveriam contar estas histórias, aprecio muito as letras das músicas de Sérgio Lopes por este aspecto. A Bíblia denuncia o pecado e faz apologia, nossas canções atuais estão longe da denúncia e poucos músicos hoje são profetas. O cantor João Alexandre neste aspecto é impecável, uma de suas músicas intitulada É proibido pensar cumpre este papel tão importante. Sinto falta de músicas cristãs com letras bíblicas, letras retiradas das Escrituras, dos Salmos, dos versos bíblicos e de toda Palavra que pode ser músicalizada com compreensão.
Minha geração de músicos deixou um legado que poucos hoje tomam como uma herança preciosa, eles produziam música evangélica tupiniquim, com bom gosto, com forte embasamento bíblico, equilíbrio e qualidade musical. Conheço poucos artistas hoje que seguem esta vertente da boa música evangélica.
Percebo este abismo com a nova geração da seguinte forma, observe a tietagem, a idolatria aos músicos, a mercado evangélico da ganância, o enriquecimento dos músicos e dos produtores e você vai concordar comigo que há uma enorme diferença com o passado musical de poucos anos atrás.
Por falta de biblicidade a musicalidade está polarizada, ou é romântica, de um romantismo bobo e infantil que exalta as apaixonites da adolescência ou é bate-estaca , o have metal e coisas desse tipo. Falta equilíbrio a música evangélica, o equilíbrio de usar a diversidade cultural e musical sem ser piegas, sem exageros e esquisofrenismos. No geral a música evangélica é ruim, o músico deveria antes de se lançar ao mercado evangélico, estudar as Escrituras com desvelo e com muito zelo, pois na medida em que isto se da, a nova musica cristã será uma aliada das Escrituras e não uma manifestação artística a parte dela. Se eles assim fizessem teríamos músicas evangélicas modernas de altíssima qualidade, mas a grande maioria dos músicos não estão interessados naquilo em que Deus vai pensar a respeito da excelência musical e sim naquilo que o mercado evangélico consome.
Música evangélica gospel é quase sempre lixo cultural e reflete um povo sem cultura, sem valores e sem as Escrituras.
Sem as Escrituras os jovens continuarão imaturos, insensíveis a voz do Espírito Santo, suscetíveis a qualquer vento de doutrina, massa de manobra na mão de músicos gananciosos e pastores inescrupulosos, tenderão ao liberalismo doutrinário, ao sincretismo religioso, ao evangelho da prosperidade, ao xamanismo gospel e aos sofismas dos falsos profetas.
Ser bom de música e péssimo de Escritura é um prato cheio para o diabo. Todos aquele que cantar bem mas não vive bem será iludido, seduzido, vendado, opresso pelo inimigo, enganado a todo momento, iludido, pensando estar adorando a Deus e ao mesmo tempo servindo de boneco pro Diabo.
Precisamos urgentemente de jovens que conheçam o que é GOSPEL, palavra que traduzida significa evangelho, é isso que está faltando a música Gospel, ser GOSPEL de fato e de verdade.
Em Jesus, que cantou pouco o evangelho e o viveu intensamente porque conhecia profundamente as Escrituras.

Um forte abraço a todos os jovens.

Pr. Stênio Verde

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