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Quarta, 08 de Setembro de 2010
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Melodia, 08/10/2009

Pb Carlos Novais

Não deixem amordaçarem a sua fé...

Pb Carlos Novais

Quando eu estava terminando o meu segundo grau do ensino médio, tive a grata satisfação de ter entre meus professores, um que até então era membro de uma Igreja aqui em Vitória da Conquista, BA (Igreja que admiramos e respeitamos profundamente), e o mesmo, por ser professor e formador de opiniões, sempre nos direcionou a pôr toda informação no cadinho do “questionamento e ponderação”, até chegarmos num consenso da plena verdade, o que é possível àqueles que cavam profundamente até encontra - lá.
Passados não tão longos anos, deparei-me com mais um excelente professor e formador (não multiplicador) de opiniões, cujo respeito e devoção tenho, mas, desta vez, na esfera teológica hermenêutica, a quem tenho a liberdade de citar pelo nome, Pr. Zwínglio Rodrigues, grande formador de meu senso crítico e em quem me retrato, segundo Cristo. 
Não tenho nenhuma projeção no “mundo” eclesiástico, muito menos teológico, equiparado aos já mencionados, mas, chegando em determinados momentos (num  momento de “exaltação” como aluno que sempre serei) discordar do nobre amigo em sala de aula em muitas questões na esfera hermenêutica, mas, nunca nos colocamos como ferrenhos inimigos, e isso mostra a maturidade pessoal e eclesial do amigo que nos tornamos.
Jesus sempre foi um propagador da verdade absoluta e a bíblia é absoluta em toda a verdade.  Podemos sim, discordar de quem quisermos, sem todavia, desrespeitar  a opinião, quer seja ela teológica ou não, de determinado líder ou lideres religiosos, demonstrando a postura ética de cada um.
Quando li a afirmação a seguir, “Enfim, o debate ganhou inimigos, estão "odiando", e falando muito mal  e estão orando para Deus acabar com o debate melodia acreditas?” palavras de uma irmã, membro (ou ex, não sei) de uma das Igrejas da cidade, cujo nome, nos foi proposto a retirar deste pequeno, mas, significante comentário e isso por uma questão ética (o que encarecidamente agradeço a quem gentilmente propôs a retirada, o que fiz sem delongas) quanto aos resultados dos debates (se perfazer a real verdade, o dito comentário desta irmã, no que tange aos “inimigos” dos DEBATES MELODIA CONQUISTA) o que me fez recordar de um período sombrio da era histórica, chamada de “eras das trevas” onde o conhecimento era moldado segundo a “verdade” de um grupo e quero acreditar que neste caso, continue sendo um pequeníssimo grupo, mas desta vez, sem consentimento de seus lideres.
Embora saibamos das enormes implicações existentes no pensamento do filósofo René Descartes quando disse: “Penso, logo existo, pois, se eu duvidar de que estou pensando, ainda estou pensando, visto que duvidar é uma maneira de pensar...”  o que nos levam a sempre refletir, como seres pensantes que somos e amparado nesta frase, ver a problemática da realidade do “evangelicalismo” de nossos tempos, sim, não errei na grafia do termo “evangelicalismo”, haja vista, os “ismos” de uma “igreja” não mais preocupada com a verdade, “igreja” com “i” minúsculo, (referindo-me ao denominacionalismo) pois sendo assim, querem  “calar a boca” daqueles que discordam de opiniões, ideologias, costumes etc de uma minoria descompromissado com a absoluta verdade --- A BÌBLIA, o resto é simplesmente relatividade ou relativ“ismo” de suas “próprias verdades.”
O Debate Melodia de forma limpa e sadia vêm de maneira democrática, debater temas que possam ser até mesmos polêmicos, mas, que refletem a realidade da “igreja brasileira” que em muitos casos, propagam mais ideologias humanas que divinas e que, quando são colocados a prova, logo agem de maneira antiética, usando de forma incorreta o dom sublime de se comunicar com Deus, a oração, para pedir o fim de um bem proveitoso. “Quando orardes e não receberdes, é por que pedem para seus próprios interesses... e não sabes pedir.”
Os irmãos de Beréia foram elogiados por Paulo por sua consciência crítica, e Lucas diz que foram eles "mais nobres", o que pode ser entendido no sentido de que eles tinham "mente aberta", eram mais “liberais”.
Por outro lado, os tessalonicenses não foram assim, e foi justamente sua falta de juízo crítico que os levou ao preconceito e à perseguição contra Paulo e Silas (ver At 17.1-11).
Os bereanos examinavam as Escrituras para ver se o que Paulo dizia era verdade (At 17.11). Eles usavam a cabeça, não acreditavam só por causa da pessoa que falava. Eles queriam ver a prova, o fundamento do discurso. E foram elogiados por isso.
“Nessa esteira ideológica de nossa época, as quatro palavras-chave ou palavras de ordem são: relativização, aversão/frustração (em relação ás instituições) desconstrução e hedonismo. A relativização dos valores e dos dogmas é um princípio basilar pós-moderno, a ponto de a afirmação “Tudo é relativo” ter se tornado, contraditoriamente, o único dogma não relativizável... e como conseqüência de tudo isso, chegamos ao hedonismo, que é a crença de que o prazer é o maior fim da vida, o maior bem da existência. Essa filosofia tem se tornado o único padrão ético de nossos dias, pelo menos para alguns.
“Alguns pastores e líderes criam a idéia de que criticar é o mesmo que pecado de murmuração. Ao púlpito, começam a falar, em alto e bom som, que os que discordam da liderança são murmuradores e rebeldes. Isso é parte de uma ideologia de dominação, que busca anular pensamentos divergentes ou, ao menos, diferentes. Eles não querem a diversidade e promovem o simplismo, pois dominar um rebanho pensante é muito mais difícil.”
EIS A ESPINHA DORSAL DA FÉ CRISTÃ, ESSAS NÃO PODEM SER QUESTIONADAS!!!

1.      A Bíblia como única regra de fé e prática, a inerrante, suficiente e infalível Palavra de Deus. Suas histórias são factuais e não mitológicas, e seus textos devem ser interpretados literalmente tanto quanto possível (grifo meu) exceto em passagens claramente conotativas.
2.      Jesus Cristo é o Filho de Deus, Deus feito homem, 100% Deus 100% homem, Seu nascimento foi virginal e Seus milagres realmente aconteceram, bem como Sua ressurreição, e Ele voltará para buscar sua Igreja e julgar a todos.
3.      Deus é um só, subsistente eternamente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Ele criou o universo. Seus atributos naturais e morais expressos na Bíblia não podem ser ignorados.
4.         Não devemos aceitar o ecumenismo religioso (não confundir com diálogo entre denominações verdadeiramente cristãs evangélicas, o que sadio e necessário). Coexistir com outras religiões sim, mas sem unir-se a eles ideologicamente ou condescender doutrinariamente. Não fazer isso seria vender a consciência cristã.
5.      Salvação só em Cristo, conforme ensinado pela Palavra de Deus.
6.      O inferno exista e é literal. É um lugar de tormentos para os pecadores não-arrependidos.
7.      Devemos rejeitar como opções sadias todo tipo de pecado clarificado nas Sagradas Escrituras.

Essas (entre outras) são as chamadas doutrinas fundamentais do cristianismo, conceitos doutrinais que jamais podem ser questionadas e/ou substituídas, correndo o risco, de quem as substituir, tornar-se mais um sectário.
Se esses pontos são plenamente defendidos e inegociáveis para você, não importa de que denominação seja, você está no caminho certo (grifo meu) 
Aqui expresso com todo respeito a minha humilde opinião, pois “não sei o caminho para o sucesso, mas sem dúvida para o fracasso é querer agradar a todos”.

Presb. Carlos Antônio Santos de Novais

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